
Atualizações de gestão de aplicações da WWDC26
Nota: as funcionalidades abordadas nesta página são versões de pré‑lançamento e podem estar incompletas, ser alteradas ou removidas antes do lançamento final.
O seguinte conteúdo está listado por ordem de versões do sistema operativo e, depois, pelo número de sistemas operativos afetados:
Gestão para iniciar aplicações e binários
As equipas de TI podem necessitar de controlar que aplicações podem ser usadas em dispositivos iOS, iPadOS, tvOS e visionOS supervisionados e em binários em computadores Mac supervisionados, por exemplo, para cumprir requisitos de conformidade.
Em dispositivos supervisionados com iOS 27, iPadOS 27, tvOS 27 e visionOS 27, uma nova configuração com.apple.configuration.app.settings contém as chaves AllowedApps e DeniedApps que podem ser usadas para implementar regras de início de aplicações nessas plataformas.
Em computadores Mac supervisionados com o macOS 27, uma nova configuração com.apple.configuration.app.settings usa a framework de extensões de segurança de ponto terminal para gerir de forma flexível e granular os binários com permissão para execução. Podem ser binários autónomos ou binários incorporados num pacote da aplicação. A maioria dos binários incluídos no sistema operativo assinado e selado é sempre permitida.
As equipas de TI podem usar a chave AlwaysAllowManagedApps para permitir automaticamente a execução de aplicações geridas. São aplicações implementadas através da configuração com.apple.configuration.app.managed ou através do assinalador InstallAsManaged definido como VERDADEIRO no comando InstallApplication. Isto pode ajudar a reduzir a sobrecarga de manutenção do conjunto de regras.
Nota: se o início do binário de uma aplicação estiver bloqueado, o dispositivo mostra um aviso ao utilizador. Se aparecer em ambas as listas, o dispositivo impede que seja iniciado.
As chaves e a informação associada estão listadas na tabela abaixo.
Chave | Finalidade | Critérios de correspondência | Comportamento |
|---|---|---|---|
| Lista de permissões para iOS, iPadOS, tvOS, visionOS | ID de pacote | Apenas as aplicações listadas podem ser iniciadas. As aplicações que não estão listadas não podem ser iniciadas. |
| Lista de proibições para iOS, iPadOS, tvOS, visionOS | ID de pacote | Nenhuma das aplicações listadas pode ser iniciada. As aplicações que não estão listadas podem ser iniciadas. Nota: o lançamento de clips web pode ser restringido quando |
| Definir o que pode ser executado no macOS | Hash do CD, ID de equipa (opcional: caminho, estado, ID de assinatura) | Apenas os binários listados podem ser executados. Não será possível executar binários que não estejam listados. |
| Definir o que não pode ser executado no macOS | Hash do CD, ID de equipa, ID de assinatura (opcional: caminho, estado) | Não é possível executar os binários listados. Será possível executar binários que não estejam listados. |
Importante: O perfil com.apple.applicationaccess.new para gerir as aplicações que podem ser iniciadas está obsoleto no macOS 27.
Atualizações de consentimento de privacidade
Para aplicações
Atualmente, garantir que as aplicações implementadas numa organização têm o acesso necessário às funções de privacidade confidenciais pode ser um processo demorado que também introduz atrito para o utilizador, com mensagens a aparecerem em momentos inoportunos sem seleção predefinida. Isto pode levar a escolhas incorretas, a processos de trabalho de aplicações interrompidos e a chamadas de suporte desnecessárias.
Em dispositivos supervisionados com o iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27, uma nova chave Privacy na configuração com.apple.configuration.app.settings permite que as equipas de TI forneçam as permissões de aplicação predefinidas necessárias.
Ao iniciar uma aplicação pela primeira vez, o dispositivo gera um único pedido de consentimento consolidado para todas as permissões necessárias com as predefinições geridas e o botão “Permitir” apresentado como predefinição. Isto ajuda a orientar os utilizadores a fazer a escolha certa. O pedido também mostra o nome da organização, o nome da aplicação e uma justificação fornecida pela organização como parte da configuração. Se o utilizador selecionar “Permitir”, são aplicados os valores predefinidos e não são apresentados pedidos adicionais. Se o utilizador selecionar “Agora não”, são apresentados os pedidos padrão por componente.
As organizações podem definir as seguintes permissões predefinidas por aplicação:
Acessibilidade: acesso a tecnologia assistiva
Bluetooth: emparelhamento de periféricos e dispositivos
Câmara: captura de vídeo
Ditado: entrada de voz para texto
LocalNetwork: acesso a dispositivos da rede local
Localização: dados de localização
LocationAccuracy: localização exata ou aproximada
Microfone: captura de áudio
Importante: As chaves correspondentes no perfil com.apple.TCC.configuration-profile-policy estão obsoletas no iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27.
Para sites no Safari
Em dispositivos supervisionados com o iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27, as equipas de TI podem:
aplicar o mesmo modelo de consentimento de privacidade consolidado a sites no Safari, o que resolve a fadiga de pedidos de ferramentas empresariais baseadas na web e reduz as escolhas incorretas dos utilizadores em dispositivos geridos;
usar a nova chave
Privacyna configuraçãocom.apple.configuration.safari.settingspara definir as predefinições de permissão de privacidade de sites.
Também podem definir as seguintes permissões predefinidas individualmente para cada página web acedida com o Safari:
Câmara: captura de vídeo
Microfone: captura de áudio
As páginas web são definidas por:
um domínio específico, por exemplo melardclothing.com. As predefinições de permissão aplicam‑se apenas a esse site;
um domínio com carácter de subsituição, por exemplo *.melardclothing.com, que usa um único carácter “*” como prefixo. Os valores predefinidos de permissão aplicam‑se ao domínio exato e a quaisquer sub‑domínios, por exemplo www.melardclothing.com.
O Safari usa o padrão mais preciso quando vários padrões correspondem a um site.
Isenções de classificação das aplicações
Em dispositivos iPhone e iPad com iOS 26.1, iPadOS 26.1 ou posteriores, as organizações podem isentar aplicações específicas das restrições de classificação por idade. As equipas de TI podem fornecer uma sequência de ID de pacotes usando a chave de restrição ratingAppsExemptedBundleIDs.
O sistema operativo isenta então estas aplicações das limitações de controlo parental e das restrições de classificação. Esta funcionalidade é particularmente útil para instituições de ensino ou para casos de utilização empresarial específicos em que certas aplicações são essenciais para funções organizacionais, apesar da classificação etária. O iOS e o iPadOS combinam estas isenções com quaisquer isenções fornecidas por aplicações de controlo parental, incluindo o Tempo de ecrã, utilizando regras de combinação de interseção.
Framework ManagedApp no macOS
As aplicações no macOS 27 podem agora implementar a framework ManagedApp. Esta framework, já disponível no iOS, iPadOS e visionOS, pode ser usada para implementar configurações e segredos específicos de aplicações (por exemplo, identidades, palavras‑passe e certificados vinculados ao hardware) de forma segura. As equipas de TI podem personalizar o comportamento de uma aplicação e simplificar a experiência do utilizador. Com base no tipo de aplicação, use o seguinte:
Aplicações que usam a framework ManagedApp: use
com.apple.configuration.app.managedAplicações antigas que não usam a framework ManagedApp: armazene o ficheiro MDMv1 .plist como um recurso
com.apple.asset.datae faça referência a ele comLegacyAppConfigAssetReference.Os tipos de conteúdo
com.apple.asset.datasuportados são:application/plistapplication/x-plistapplication/xmltext/xml
Nota: depois de com.apple.configuration.app.managed estar em utilização, os comandos de gestão de dispositivos móveis (MDM) para a configuração de aplicações não estão disponíveis.
Encontrará mais informação em ManagedApp framework na documentação da Apple para Programadores.
Atestação da aplicação no macOS
Assegurar‑se de que apenas as aplicações para iPhone e iPad de confiança estabelecem ligação a um serviço de backend é um componente essencial de uma arquitetura de confiança zero. A Apple disponibilizou a framework DeviceCheck para permitir que os programadores de aplicações verifiquem a integridade das aplicações quando estas estabelecem ligação a serviços de backend. Isto pode ajudar a defender contra fraudes, uso indevido de API e versões modificadas de aplicações.
Num Mac com o macOS 27, a atestação da aplicação está disponível para aplicações para Mac. A atestação da aplicação cria chaves criptográficas suportadas por hardware no Secure Enclave e usa servidores da Apple para gerar comprovações que incorporam propriedades da aplicação e do sistema. Quando uma aplicação estabelece ligação a um serviço de backend, o serviço verifica a autenticidade da aplicação utilizando atestações e só aceita pedidos válidos e assinados.
Encontrará mais informação na sessão da WWDC26 Proteger as aplicações com a atestação da aplicação.
Controlo do comportamento de desinstalação do pacote
Num Mac com o macOS 27, as equipas de TI podem controlar o que acontece aos ficheiros de pacotes quando um pacote gerido é removido. Isto ajuda a garantir que os dados e ficheiros indesejados são removidos dos dispositivos quando já não são necessários. Uma nova chave UninstallBehavior na configuração com.apple.configuration.package usa um dicionário com uma subchave booleana Remove (o valor predefinido é FALSE) para especificar o comportamento de remoção de ficheiros. As equipas de TI podem definir a chave Remove como TRUE antes da instalação para que o macOS registe todos os ficheiros durante a instalação de um pacote e remova esses ficheiros quando as equipas de informática removerem a configuração do dispositivo.
Importante: As seguintes são considerações importantes:
A chave
Removetem de ser definida comoTRUEantes da instalação do pacote. A aplicação a um pacote já instalado não tem efeito. O macOS não consegue criar o manifesto do ficheiro retroativamente.As alterações ao script após a instalação não são registadas.
As modificações a ficheiros locais efetuadas após a instalação não são registadas.
Remoção da gestão de acessibilidade
Num Mac com o macOS 26.2, a capacidade de conceder acesso a uma aplicação através do subsistema de acessibilidade através de um perfil com.apple.TCC.configuration-profile-policy foi descontinuada e será removida no macOS 27. A Apple evoluiu o modelo de segurança do macOS para adotar métodos mais modernos e seguros para gerir as permissões das aplicações. Se for necessário gerir o acesso de acessibilidade, use a chave Privacy em com.apple.configuration.app.settings.
Compatibilidade com computadores Mac com processador Intel
O macOS 26 é a última versão do macOS com suporte total para os computadores Mac com processadores Intel. Todos os computadores Mac com macOS 26.4 ou posterior apresentam uma notificação pop‑up para informar os utilizadores, de forma transparente, sobre a obsolescência quando é iniciada uma aplicação que usa o Rosetta. Esta comunicação proativa ajuda as equipas de TI e os utilizadores a planear a compatibilidade das aplicações e as transições com bastante antecedência. As equipas de TI podem usar a restrição allowRosettaUsageAwareness para suprimir esta notificação em dispositivos registados com o registo automático de dispositivos, o registo de dispositivos baseado em contas e o registo de dispositivos baseado em perfis.
A Apple continuará a disponibilizar atualizações de segurança de software para computadores Mac com processadores Intel durante três anos. O Rosetta continuará a ser uma ferramenta de compatibilidade de uso geral até ao macOS 27. Para além disso, será mantido um subconjunto de funcionalidades do Rosetta que suporta títulos de jogos mais antigos sem manutenção (que dependem de frameworks para processadores Intel). As organizações que usam computadores Mac com processadores Intel devem começar já a planear a transição.
Encontrará mais informação em Sobre o ambiente de tradução do Rosetta na documentação da Apple para Programadores.